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Woody Allen: 78 anos em 10 filmes

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Domingo, Woody Allen fez 78 anos.

Aqui vai, em ordem crescente de preferência, um Top 10 pessoal do cineasta. Mande o seu...

tumblr inline msi0hx7ft91qz4rgp Woody Allen: 78 anos em 10 filmes

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

10 – Match Point (2005) – Quem diria que Allen seria capaz de fazer um filme de mistério tão sensual quanto esse? Culpa de Scarlett Johansson, claro, e de um roteiro sem uma frase em excesso. O último grande filme de Allen.

9 – Tiros na Broadway (1994) - Sei que muita gente vai discordar, mas este é o filme mais engraçado do cineasta. Na década de 20, um dramaturgo iniciante (John Cusack), sem dinheiro para encenar uma peça, aceita dar o papel principal para a namorada burríssima de um gângster. “Tiros na Broadway” tem três personagens inesquecíveis: o matador da Máfia vivido por Chazz Palminteri, o ator com problemas de peso (Jim Broadbent) e a diva decadente do teatro, vivida por Diane Wiest.

8 – Poucas e Boas (1999) – Meu filme predileto de Allen sem ele no elenco. Sean Penn faz um violonista de jazz nos anos 20 que só tem medo de duas coisas: de qualquer tipo de compromisso e de ser comparado a Django Reinhardt. A trilha sonora é incrível e Sean Penn, muito engraçado.

7 – Maridos e Esposas (1992) – No início dos anos 90, Allen viveu um período muito criativo e fez três ótimos filmes em sequência: “Maridos e Esposas”, “Assassinato Misterioso em Manhattan” e “Tiros na Broadway”. Aqui, Allen e Mia Farrow fazem um casal que ficam em choque com a separação de um casal de amigos (Judy Allen e Sidney Pollack), mas acabam também em crise. Judy Davis está sensacional.

6 – Desconstruindo Harry (1997) – Allen vive Harry Block, o personagem mais repulsivo que ele já interpretou – e um dos mais engraçados - um escritor ególatra, sem escrúpulos de revelar segredos da própria família em seus livros. A segunda metade do filme é uma homenagem explícita de Allen a “Morangos Silvestres”, de Bergman, quando Block vai à sua antiga universidade receber uma homenagem.

5 - Broadway Danny Rose (1984) – Cada vez que revejo, gosto mais dessa carta de amor de Allen aos fracassados do showbiz, aos que o sucesso deixou pelo caminho. Allen faz um empresário incompetente que tem uma última chance quando um cantor (Nick Apollo Forte) que ele agencia começa a fazer sucesso. Mia Farrow está engraçada demais no papel da namorada de um mafioso.

4 – Manhattan (1979) - Allen é um quarentão namorando uma deusa de 17 anos (Mariel Hemingway), mas acaba se apaixonando pela pernóstica namorada de um amigo, interpretada por Diane Keaton. O roteiro, escrito em parceria com o carioca Marshall Brickmann, é perfeito, e a fotografia em preto e branco de Gordon Willis criou alguns dos grandes cartões postais de Nova York. A abertura, com os fogos explodindo ao som de Gershwin, é uma beleza.

3 – Crimes e Pecados (1989) - Será Martin Landau em “Crimes e Pecados” o melhor personagem escrito por Allen? Possivelmente. No papel de um médico rico e famoso que planeja matar a amante (Anjelica Huston) para salvar seu casamento, Landau está demais. E a briga de Allen com Alan Alda por Mia Farrow é hilariante.

2 – Hannah e Suas Irmãs (1986) - O melhor filme de Allen em que ele não faz o papel principal. Aqui, o protagonista é Michael Caine, no papel do marido que trai a esposa (Mia Farrow) com a irmã dela (Barbara Hershey). Mas o filme é de Diane Wiest, inesquecível como a terceira – e mais deslocada e perdida – das irmãs. E o filme traz mais uma homenagem de Allen a Bergman, com a participação de Max Von Sydow, ator de tantos clássicos de Bergman.

1 – Noivo Neurótico, Noiva Nervosa (1977) - Allen inventa a comédia sofisticada nova-iorquina que pariu Larry David, Seinfeld e tantos outros. Um roteiro genial, cheio de surpresas (o que é Marshall McLuhan saindo da fila do cinema pra brigar com aquele mala?) e com alguns dos melhores diálogos de Allen. E Diane Keaton de gravata e chapéu é um desbunde.

Quase lá: “Zelig” (1983), “A Rosa Púrpura do Cairo” (1985), “O Dorminhoco” (1973) e “Bananas” (1971)

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