Anteontem, participei do programa “Roda Viva” com Lobão (assista à íntegra do programa aqui).
Gosto muito do “Roda Viva”. Acho o formato eficiente. Se o ritmo das perguntas for bem coordenado – e achei que o apresentador, Augusto Nunes, manteve a conversa sempre viva – o debate flui com naturalidade.
Muita gente escreveu perguntando o que achei do Lobão.
Conheço Lobão há um bom tempo e gosto muito dele, independentemente de concordar ou não com suas opiniões.
Continuo achando uma incongruência Lobão dizer que defende a democracia e, ao mesmo tempo, apoiar um golpe que derrubou um governo eleito democraticamente. Mas tudo bem, é a opinião dele.
Também não concordo que o Brasil não tenha melhorado nos últimos anos. Acho que, desde o Plano Real, o país melhorou, sim. Os índices de pobreza estão caindo e a distribuição de renda, melhorando.
Em outros assuntos, concordo com Lobão: o aparelhamento da cultura pelo governo é evidente, o assistencialismo deixou de ser apenas um instrumento de combate à pobreza e virou arma eleitoreira, a corrupção continua sendo um câncer, e todos os mensalões – do governo e da oposição – precisam ser punidos.
Também acho que a música brasileira vive um momento ridículo, que a cultura está sendo controlada por diretores de marketing de empresas privadas, via Lei Rouanet, e que o processo de financiamento estatal para as artes precisa ser mudado urgentemente.
Isso me torna o quê? Amigo ou inimigo de Lobão? Governo ou oposição? “Petralha” ou “Reaça”?
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