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Perca amigos, pergunte-me como

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Não sei o que tem na água do sul do país pra parir duas criaturas como Allan Sieber e Benett. O que quer que seja, não é boa coisa.

Os cartunistas estão com livros novos na praça – “Perca Amigos, Pergunte-me Como”, de Sieber, e “Amok – Cabeça, Tronco e Membros”, de Benett. Duas pérolas do humor corrosivo.

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Sieber é meu amigo, mas eu já era fã de seus desenhos sujos e seu humor de pedreiro intelectual antes de conhecê-lo. Acho o cara o maior niilista de botequim desde o Jaguar.

O livro é uma coletânea de cartuns que cobre todo o espectro da imbecilidade humana: a classe média reaça, comentaristas de Twitter, intelectuais estatais, fascistóides da correção política, ecochatos, playboys, gênios da publicidade e por aí vai, tudo embalado em uma sensibilidade marxista (do Groucho, claro) e Jecevaladãoniana. Confira:

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Já o livro de Benett reúne tiras do personagem Amok, um bonequinho aparentemente inofensivo – minha filha de cinco anos acha “fofinho” – que parece o Calvin em versão assassino serial.

Benett diz que o personagem é inspirado no Holden Caulfield de “O Apanhador no Campo de Centeio”, e faz sentido. Mas o humor negro vem de algum lugar ainda mais escuro. De qualquer forma, é muito bom. Veja só:

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Separei também uma tira não-Amok de Benett, boa demais. Aproveite...

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 P.S.: Estarei fora a manhã toda e impossibilitado de moderar comentários até o início da tarde. Se o seu comentário demorar a ser publicado, peço desculpas e um pouco de paciência.

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